Uma planilha colaborativa espalhada pelas redes sociais colocou o posicionamento político de famosos no centro das atenções logo após o primeiro turno das eleições presidenciais. O documento reúne cantores, atores, jogadores, ex-participantes de reality shows e influenciadores, associando cada nome a Lula (PT) ou a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. Com mais de mil registros, a lista não deixou nem quem optou pelo silêncio de fora da conversa.
Uma constelação de nomes dividida em dois lados
A planilha, alimentada de forma coletiva por usuários da internet, organiza uma espécie de mapa eleitoral do mundo artístico. Pabllo Vittar, Luísa Sonza, Juliette, Jão, Matuê, Xamã e Manu Gavassi aparecem vinculados a Lula no documento. Do outro lado, Jojo Todynho, Ana Castela, Gusttavo Lima e Neymar Jr. figuram entre os nomes associados a Flávio Bolsonaro. O resultado é um retrato heterogêneo, com artistas de gerações e estilos diferentes distribuídos conforme supostas preferências políticas, em um fenômeno que mistura entretenimento e disputa eleitoral de forma pouco usual.
Manifestações públicas ampliam a lista de nomes
Além dos registros da planilha, levantamentos feitos ao longo da campanha mostram outras personalidades que se posicionaram publicamente. Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque e Xamã estiveram presentes em manifestações ou mobilizações favoráveis a Lula. No campo favorável a Flávio Bolsonaro, Amado Batista declarou apoio explícito, enquanto Leonardo e Zezé Di Camargo participaram de eventos interpretados como aceno ao candidato ou ao grupo bolsonarista. Neymar Jr. e Ana Castela também tiveram momentos de aproximação pública com Flávio ou aliados, embora isso não configure, necessariamente, uma declaração de voto.
O alerta por trás da planilha viral
É nesse ponto que surge a ressalva antes de tratar o documento como uma urna paralela das celebridades. Por ser colaborativo e anônimo, o preenchimento não segue um padrão único de comprovação: alguns nomes aparecem com base em reportagens, vídeos e publicações oficiais, enquanto outros se sustentam em Stories, curtidas, perfis seguidos ou interpretações feitas pelos próprios internautas. Isso significa que estar listado ao lado de Lula ou Flávio Bolsonaro não comprova, de forma automática, em quem aquela pessoa pretende votar. Apoio público, aproximação política e voto declarado seguem sendo categorias distintas, e a planilha mistura as três sem sempre deixar isso claro.
Segundo turno mantém famosos sob os holofotes
Com Lula e Flávio Bolsonaro confirmados no segundo turno, a expectativa em torno da posição de artistas e influenciadores segue crescendo até a nova votação. A própria planilha reserva um espaço para quem ainda não se manifestou, classificado como "Ainda estamos esperando" - uma espécie de lista de espera que mantém a pressão sobre quem prefere não se expor. Na prática, a corrida eleitoral ganhou seu próprio paredão informal: quem fala é enquadrado de um lado, quem dá sinais vira assunto, e até o silêncio passou a ser cobrado. No cruzamento entre política e fofoca, ficar em cima do muro também virou notícia.